Ludwig V. Bertalanffy

Trabalho sobre a Teoria de Sistemas, de Ludwig Von Bertalanffy, elaborado por Beatris Schoffer, Divaldo C. Maciel, Juliana Fachi Vieira, Julio Cezar Eissmann, Uilian Pamplona

O trabalho a ser apresentado trará ao nosso conhecimento Ludwig Von Bertalanffy, biólogo e filósofo, que nasceu em Viena em 1901. Foi o criador e principal expoente da Teoria geral dos Sistemas. Bertalanffy foi reconhecido no mundo inteiro como o pioneiro em defender a visão organística na biologia e o papel da simbologia na interpretação da experiência humana.
A Teoria Geral de Sistema criada por Ludwig, foi introduzida anteriormente a cibernética, à engenharia dos sistemas e ao surgimento de campos afins. Outros autores criaram preliminares no campo da mesma teoria, mas nenhum tratou com tanta generalidade os sistemas. Diante de uma série de problemas, principalmente, biossociais, e práticos criados diante da tecnologia, é que se viu a necessidade de abordar com mais profundidade os sistemas.
Em 1920 Ludwig, percebia inúmeras falhas na teoria da biologia. O modelo mecanicista parecia prevalecer na época e isso desprezava o que é essencial na vida humana. E o autor passou a criar a filosofia de mecanismo orgânico.
Será feito ao longo do trabalho uma análise da conexão do seu trabalho experimental sobre o metabolismo e o crescimento e sua busca para concretizar os seus estudos, onde com isso, foi criada uma teoria de sistemas abertos. Na época, isso não existia, o modelo era mecanicista, e só era percebido o que acontecia internamente dentro de uma organização. Veremos que foi ai que Bertalanffy, surgiu com sua teoria de Sistemas Abertos, como nos mostra em seu livro “Teoria Geral dos Sistemas”. Diz que os sistemas abertos são caracterizados por um processo de intercâmbio infinito com seu ambiente, tendo visão mais abrangente para fora também da organização. Isso exigia, portanto, maior expansão e sendo assim, buscando então a generalização dos princípios cinéticos e da teoria termodinâmica. Através desse acontecimento, viu-se que os fenômenos biológicos e também nas ciências exatas e do comportamento são aplicáveis os modelos de expressões matemáticas. Diante de todos esses fatos e estudos, revelaram-se os problemas de ordem, organização, totalidade, teleologia… que não existiam para a visão mecanicista, e diante disso, surgiu a ideia de “Teoria Geral dos Sistemas”.
Na teoria os elementos que formam um sistema são visto como um todo, sendo praticamente impossível estudar seus elementos separadamente. Qualquer mudança em alguma parte de um sistema, pode vir a afetar todo o conjunto.
Segundo BRAUCKMANN (1999), naquele período o autor não teve situação favorável para sua teoria, a biologia era interpretada como trabalho de laboratório e ao publicar seu livro Theoretische Biologie em 1932, Ludwig sofreu, sendo que não foi respeitado. O autor precisou superar suas inibições e ir além pra ser reconhecido, quando conseguiu criar o artigo que provava sua teoria, a revista que iria ser publicada foi destruída na Guerra. Após isso, é que sua teoria foi apresentada em conferências, onde muito foi discutida.
Será discutido a finalidade de sua teoria que foi recebida sem credibilidade e até mesmo como falsa e norteadora. Muito aos poucos é que se foi vendo que a teoria atendia a uma secreta tendência de várias disciplinas, que esta buscava algo que fosse comum a todos os ramos da ciência e que se buscava denominadores comuns para se estudar os sistemas vivos. Só então, é que passaram a validar e tornar aplicável a diferentes setores do conhecimento humano.
O trabalho mostrará que Bertalanffy com suas pesquisas buscou saber os conceitos, leis e modelos em vários campos e também transferir a utilidade de um campo para outro, pretendia-se criar modelos teóricos, reduzir a duplicação do esforço teórico em diferentes campos e promover a unidade da ciência, diante de uma boa comunicação entre eles.
Buscara estudar e criar uma discussão da teoria para compreender se esta abriu as portas para outra linha de desenvolvimento. Já que a partir daí surge à tecnologia dos computadores, da teoria da informação e das máquinas autorreguladoras, enfim, a cibernética, que se torna uma parte da teoria dos sistemas.
Podemos afirmar que a Teoria Geral de Sistemas, surgiu para aproximar e preencher os espaços vazios entre as ciências. Buscando produzir conceitos que possam criar condições de aplicar na realidade.
Diante de sua teoria e de saber qual seu propósito, vemos a necessidade de compreender mais profundamente qual seria o conceito de sistemas, já que Ludwig através destes procurou unificar as ciências. BERTALANFFY (2008) nos mostra que Sistemas é um conjunto de diversos elementos interrelacionados, partes de um todo… que buscam realizar atividades com a mesma finalidade. Conceito este que será muito abordado no decorrer do trabalho já que este é a base de sua teoria.
As interrelações das partes de um todo, podem tanto ser dependentes, onde necessitam umas das outras ou até mesmo de forma descentralizadora, sendo assim independente. Os sistemas possuem potencial que expressa seus estados, quanto maior for a capacidade, ou a força, maior será seu potencial, e melhor será para todo o sistema. É preciso unir todos os potenciais de cada parte do sistema, para que o todo funcione e gere um potencial livre, que significa uma maior e mais longa interação entre as partes.
Ao decorrer do trabalho será visto como os sistemas são classificados, e qual sua importância para o estudo que se realizará.
A perspectiva sistêmica vem sempre mostrando preocupação com a estrutura funcional e gerando maior aceitação, ainda que com certas restrições por alguns cientistas e com a realização deste trabalho pretende-se analisar o quanto essa teoria se torna útil, verdadeira e importante para as organizações.
Muitas são as limitações que foram dadas a Teoria, sendo acusada de ser uma ilusão cientifica, alegando também que os estudiosos dão mais ênfase ao ambiente do que as relações entre organização e ambiente… durante o processo de estudo aqui realizado, buscaremos fazer uma análise mais crítica de suas limitações após estudar todo o objetivo e fundamentos da teoria.
Contudo podemos afirmar que buscaremos ao realizar o trabalho, conhecer a biografia de Ludwig Von Bertalanffy, conhecer seus estudos e suas principais contribuições para as organizações e a partir disso ter nosso entendimento e conceito diante da teoria abordada.

1 LUDWIG VON BERTALANFFY

Ludwig Von Bertalanffy nasceu em Viena, em 19 de setembro de 1901. No ano de 1918 começou a estudar a história da arte e da filosofia. Fez seu doutorado com uma tese sobre o físico e filósofo alemão Gustav Theodor Fechner e publicou seu primeiro livro “Modernas Teorias de Desenvolvimento” dois anos após, segundo BRAUCKMANN (1999).
Bertalanffy tentou resolver se as categorias de biologia são diferentes das físicas. Ele resolveu essa questão com a teoria organísmica, que atribuiu aos sistemas biológicos uma dinâmica de auto organização. Essa teoria investigava como era a formação de funções padrão. Seu objetivo era unir o metabolismo, crescimento, morfogênese e fisiologia.
Brauckmann (1999) ao contar a história de Bertalanffy diz que em 1934, ele lançou sua monografia sobre a teoria da Biologia e colocou nela dois objetivos de uma biologia teórica, que seria em primeiro lugar para limpar a terminologia conceitual da biologia e também para explicar como os fenômenos da vida podem surgir espontaneamente a partir de forças existentes dentro de um organismo. E ai surgem os problemas, de como formular um programa de biologia teórica. O segundo volume da monografia desenvolveu o trabalho de investigar uma morfologia dinâmica e aplicou métodos matemáticos para problemas biológicos.
Bertalanffy trabalhou com o físico russo Nicolau Rashevsky na Universidade de Chicago, onde fez sua primeira palestra sobre a Teoria Geral de Sistemas, como uma metodologia válida para todas as ciências. Em 1939 foi nomeado professor em uma Universidade de Viena e lá concentrava suas pesquisas. Ele foi o primeiro biólogo que realizou palestras em zoologia para estudantes de medicina e um curso integrado sobre botânica e zoologia. Durante esse período escreveu sobre os organismos como sistemas físicos.
No ano de 1949 foi para o Canadá, onde trabalhou sobre o metabolismo, crescimento, biofísica… desenvolveu também pesquisas sobre o câncer. A partir de 1950, passou seu pesquisa biológicas com a metodologia da ciência, Teoria geral dos Sistemas e psicologia cognitiva. Sua visão era baseada em um mundo humanista e criticava os métodos mecanicistas da época.
Em 1960 foi nomeado professor Biologia Teórica do departamento e Psicologia, em uma Universidade no Canadá. Em suas obras posteriores, Bertalanffy enfatizou a importância das culturas, que são criadas durante nossa evolução.
Mesmo após sua aposentadoria, tornou-se professor da faculdade de Ciências Sociais de Nova York. Um simpósio comemorou seu 70 anos em 1971. E em junho de 1972, ele sofreu um derrame e morreu poucos dias depois, em 12 de junho, logo após a meia-noite.
Ludwig Von bertalanffy, ao longo de sua vida de trabalhos, escreveu 13 monografias, 4 antologias e mais de 200 artigos. Seus temas abrangeram biologia teórica e fisiologia experimental, psicologia, filosofia e história da ciência.
Sempre orgulhoso de sua ascendência européia, um apreciador de desenhos arquitetônicos, gravuras japonesas e selos, gostava de ouvir musicas de Mozart e Beethoven e com uma visão baseada na ética humanista, afirma Brauckmann (1999).

2 PROPÓSITO DA TEORIA GERAL DOS SISTEMAS.

Com seu ponto de vista mais amplo, começaram a surgir novas disciplinas dentro de si, já que no passado, sofreram reajustes nos centros considerados independentes por eles. Para resolver isso, foi difícil, pois nessa época começa a parecer um sistema de totalidade, que assim como os outros ele também tinha seus princípios, princípios esses, que eram totalmente diferentes daqueles usados pela ciência moderna.
Pois esses princípios tinham uma visão mais ampla e fácil de lidar, alem, de ser isomorfia, que em outras palavras, era a casa das classes e das subclasses.
Mas como tudo o que é bom acaba aos pouco, não foi muito diferente o que aconteceu com a totalidade, que por fim, passou a ser chamada de TEORIA GERAL DOS SISTEMAS e seus princípios:
 Tendência na integralização de várias ciências naturais e sociais;
 Importante para alcançar o ponto centro e correto das pesquisas;
 Princípios unificadores do universo com a ciência.
 Integralização necessária na educação cientifica.
Outro ponto que se pode levantar é de que “o nome é a alma do negocio”, ou seja, na organização ninguém consegue se desenvolver sozinho no mercado, sem a ajuda de nenhum outro, pois todos têm de sofrer influência para que cresça. Ressalte-se que o fato de se desenvolver mais que o outro vem de cada um, pois se a organização quer alcançar sucesso no seu ramo, é preciso capricho para que isso venha acontecer, e não ficar simplesmente de braços cruzados esperando que o sucesso venha ao seu encontro.
Quando vemos duas pessoas jovens ou mais velhas de mãos dadas acompanhadas de crianças, logo vem em nossa mente à certeza que é uma família, isso é a racionalidade que nos faz pensar assim. Além desse enfoque, outro foi discutido, o enfoque do jogo, onde as pessoas que nele participam têm em mente um único pensamento, o de ser campeão.
Esses enfoques citados acima, não estão complexos e para que se tornem complexos foi criada a teoria dos sistemas abertos x sistemas fechados. (BERTALANFFY, 2008).


2.1 SISTEMAS FECHADOS.

Os sistemas fechados, só percebem o que ocorre dentro da organização, como na teoria de Taylor, por exemplo, que focava apenas a produção, a melhor maneira de produzir, sem pensar que não basta apenas produzir, e não saber se o produto ou serviço está sendo bem aceito. Outro exemplo é Ford, que só fabricava carros de cor preta, quando disseram a ele que haviam concorrentes que estavam fabricando carros de outras cores, ele não deu atenção, porque para ele o importante era produzir e gastar menos, já que a cor preta era mais barata, até que começou a perceber que precisava mudar.
Os sistemas fechados são seres isolantes naturais, fazem partes da física e tem reações da velocidade e do equilíbrio, diz Selner (1999). Outro sistema faz parte participa do mesmo ramo, a termodinâmica, que juntas formam uma mistura dinâmica.
Esse meio de sistemas fechado começou a ser enfraquecido com os estudos de Bertalanffy, que mostra que organização depende tanto do meio interno, como externo, como veremos mais profundamente ao decorrer do trabalho.

2.2 SISTEMAS ABERTOS.

As teorias mais antigas lidavam com sistemas fechados, no entento Ludwig Von Bertalanffy, mostrou a importância que os organismos biológicos, assim como as organizações sociais dependem do seu meio externo.
Selner (1999) afirma que um sistema aberto não existe somente em sua função. Seu interesse está em que o todo cumpra seu papel.
Hoje em dia, não existem organizações que não sofram influência de outras, isso porque todas são sistemas abertos de informação. Por exemplo, centros de construção civil dependem muitos para crescer das agencias bancarias que liberam o dinheiro para construir os sonha da casa própria, apartamento.
No decorrer dos anos, o sistema fechado passou por algumas anexações de alguns componentes, componentes esses, os princípios da equifinalidade, e o principio do equilíbrio químico, onde Bertalanffy (2008) os explicou:

 Principio da Equifinalidade: as condições finais dependem das condições iniciais. Ou seja, por exemplo, um carro depende do modo como ele é usado e cuidado seu tempo de vida pode se prolongar muito mais do que o imaginado.
 Principio do Equilíbrio Químico: os reagentes sofrem com os estados físicos naturais. Por exemplo, uma plantação em dias de calor muito excessivo suas folhas caem, já em dias de chuvas, suas folhas permanecem verdes e em pé. (quando a chuva é em excesso deixa o solo encharcado e acaba destruindo apodrecendo] as raízes das plantas.)

3 INFORMAÇÃO E ENTROPIA

Negri (2007) nos diz que tudo tem sua tendência de “morrer”, mas cabe então ao controle e boa administração, não deixar que isso ocorra. É a chamada entropia, eu é preciso ser controlada, é preciso receber as informações necessárias para não deixar que o pior aconteça, e que a organização venha a morrer. É preciso a retroação tanto interna como externa de como seu produto ou serviço está sendo elaborado, se esta sendo aceito para que possa manter o equilíbrio, ou até mesmo quando uma máquina estraga e não tem mais concerto, é preciso elaborar uma forma para que seja reposta uma nova máquina para que não pare.
No ramo da teoria dos sistemas, no passar dos anos surgiu um novo conceito, conceito esse que foi nomeado de teoria da comunicação, que tinha como valor a energia embora essa energia não fossem aceitas em todos os campos de física, isso porque no decorrer dos tempos foi sendo criados telefones, radares, rádios entre outros.


3.1 O QUE É ORGANIZAÇÃO?

Afirmava-se que a organização era o melhor meio de adquirir maior produção em menor tempo, mas isso no mundo de hoje, ficou de uma forma ou de outra um pouco fora do rumo, pois segundo a termodinâmica, ocorreu uma quebra na forma de como era efetuada com muito sucesso.
A organização no desenvolver de suas caminhadas destacou características de amplas noções de desenvolvimento, métodos hierárquicos diversificados, ou seja, cada organização era capaz de cuidar de suas regras sozinhas, sem ter que ficar com decisões vindas de segundo, caso isso permanece, ficariam sendo dependentes de deles para tomar as decisões corretas para uma corporação.
A organização é o modo como se organiza um sistema, este depende de um outro sistema maior e assim sucessivamente. É preciso ter esforço e saber tanto receber como transmitir informações e seus objetivos.

3.2 CIÊNCIA E SOCIEDADE.

Quando se fala em valores científicos, estamos nos referindo a fundamentos e argumentos dos valores éticos.
Para chegar a nosso ponto de destino, usamos o bem-estar-humano, pois é com eles que vemos como a sociedade esta crescendo socialmente e fisicamente.
Um exemplo que podemos citar é o que acontece em nosso cotidiano, em épocas onde muitas pessoas necessitam de alimentos outras jogam fora suas colheitas inteiras, só porque não foi o que esperavam sem pensar que isso poderia ser usados para alimentar muito pessoas que não tem o mínimo de conforto alimentício que é de direito.


4. PROGRESSOS REALIZADOS NA TEORIA GERAL DOS SISTEMAS

Na Teoria Geral dos Sistemas a ênfase é dada à inter-relação e interdependência entre os subsistemas que formam um sistema que é tido como um conjunto integrado, sendo inconceptível estudar seus elementos isoladamente. É disso que trata os conceitos de transação e globalidade, o primeiro referente à interação simultânea e interdependente entre os elementos de um sistema e o segundo diz que um sistema forma um todo, sendo assim, qualquer modificação em uma das partes influenciará todo o conjunto. Objetivava-se uma teoria que fosse comum a todos os ramos da ciência e se pesquisavam os denominadores comuns para o estudo e abordagem dos sistemas vivos. Esta foi uma percepção de diversos cientistas, que entenderam que certos conceitos e conclusões eram válidos e aplicáveis a diferentes setores do conhecimento humano.
Foi a partir da formulação de outras Teorias que a teoria geral dos sistemas pode se firmar. Podemos citar:
• Cibernética (fundamentada no princípio de retroação);
• Teoria da informação;
• Teoria dos Jogos;
• Teria da Decisão;
• A topologia ou a matemática relacional;
• Análise fatorial (isolamento, pela análise matemática, de fatores com múltiplas variáveis);
• Teoria Geral dos Sistemas em sentido restrito.
A teoria geral dos sistemas amplamente tem caráter de ciência básica, encontrando sua aplicação na ciência aplicada através dos seguintes ramos:
• Engenharia dos Sistemas;
• Pesquisa de Operações;
• Engenharia Humana.
Bertalanffy (2008) cita que o que motivou a formulação da teoria geral dos sistemas foi que a inclusão das ciências biológica, social e do comportamento junto com a moderna tecnologia exigiu a generalização de conceitos básicos da ciência. Havia a necessidade da introdução de novos modelos de pensamento científico para atualizar e complementar a física tradicional, sendo essas novas idéias de natureza interdisciplinar.
No livro Teoria Geral dos Sistemas (2008), Bertalanffy nos diz que os métodos de pesquisa geral do sistema podem ser:
• Método empírico intuitivo: examina os vários sistemas que ocorrem no mundo estabelecendo conceitos sobre as regularidades válidas. Tem a vantagem de estar bem próximo a realidade sendo facilmente ilustrado. Deixa a desejar quanto ao rigor da lógica.
• Método dedutivo: considera o conjunto de todos os sistemas e reduz o conjunto a um tamanho razoável. Tem como vantagem o rigor da lógica. Porém faltam exemplos práticos para saber se os elementos escolhidos pelo método foram adequados.
Quanto ao progresso da teoria dos sistemas, Bertalanfy (2008) dá grande importância ao valor explicativo e antecipador das novas teorias ao atacar os problemas que se lhe impõem.
Para ele, o reconhecimento das novas teorias eram evidentes mas não encontravam espaço devido ao conceito clássico de que só a coleta de dados e experiências tem valor “científico”. Do mesmo modo, a formulação de várias teorias sem levar em conta os fatos empíricos também não é a melhor escolha. “A experiência conceitual ao acaso tem menos chances de sucesso que a experiência ao acaso no laboratório.” (BERTALANFFY, 2008, p.139)
Dentre os vários campos em que os princípios da teoria geral dos sistemas foram usados podemos citar:
• Na dinâmica das populações e na teria ecológica
• Na geomorfologia e na meteorologia
• Na teoria do crescimento animal;
• Nos estudos da corrida armamentista
• Na engenharia de sistemas
• Na teoria do comportamento humano.

5 O MODELO DO SISTEMA ABERTO.

5.1 A MÁQUINA VIVA E SUAS LIMITAÇÕES.

Se tratando da biologia, química, física e outras disciplinas mais complexas, percebemos claramente a diferença de um organismo vivo, seja um animal, um humano ou até mesmo uma bactéria e de um objeto qualquer presente em nosso cotidiano considerado “morto”. Contudo há uma diferença fundamental em um organismo vivo e um morto. Os organismos recebem diferentes processos do meio externo para poder, crescer, reproduzir e viver.
No século XVII Descartes introduziu o conceito do animal como máquina. Isso quer dizer é que até mesmo um sistema considerado morto recebe impulsos de fora do seu sistema através de recursos de dentro do mesmo. Uma analogia de fácil entendimento seria a função dos músculos, ou um membro para poder executar uma tarefa, assim como alguma máquina necessita de uma alavanca, ou uma bomba a ser acionada por algum agente do meio externo.
Segundo Bertalanffy (2008, p.184) “O organismo não é um motor térmico, que transforme a energia do combustível em calor e em seguida em energia mecânica. Ao contrário, é uma máquina quimiodinâmica que transforma diretamente a energia do combustível em trabalho”
Outra grande diferença entre essas partes é que os sistemas vivos surgiram de forma involuntária assim por dizer, a não ser claro o fato da reprodução. Mas o ponto a se chegar é que sistemas mecânicos, como máquinas e outros afins da tecnologia ou até mesmo um objeto qualquer, foi criado, precisou de algum outro sistema vivo para poder ser construído, afirma Bertalanffy.

5.2 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS ABERTOS.

A grande característica dos sistemas abertos é ação de receber e aceitar influencia do meio externo, sendo muitas vezes boas como também ruins. Fazendo analogias das diferentes áreas como Bertalanffy fez, podemos perceber claramente como o meio externo pode influenciar no comportamento do sistema. O corpo humano, por exemplo, recebe diferentes tipos de influências do meio externo, uma grande frente fria no ambiente pode ocasionar em um resfriado, e esse mesmo corpo pode transmitir ao meio ambiente ou para outras pessoas o vírus desse resfriado através de espirros ou tosses. E isso acontece a nas organizações também. Uma empresa, por exemplo, que recebe matéria prima para fabricar os seus produtos é surpreendida pelo grande aumento no valor desses produtos, ou surge algum concorrente que comprometa as suas vendas, o meio externo lhe trouxe alguns aspectos a serem analisados para não poder entrar em algum tipo de crise que comprometa a organização, mas essa empresa pode ser um grande concorrente de outra empresa, então a organização muitas vezes também influencia o meio externo.
“Em um sistema aberto é possível termodinamicamente o aumento da ordem e a diminuição da entropia” (BERTALANFFY, 2008). Para entender melhor os processos dos sistemas abertos, é necessário a compreensão de alguns conceitos para as análises das informações das influencias do meio externo, e um deles é o conceito da entropia.
Negri (2007) nos afirma que a entropia é a perca de integração e comunicação entre si, fazendo com que o sistema se decomponha. Qualquer organismo que nasce tem a tendência de morrer, assim como uma organização quando aberta se não tomar devidos cuidados pode fechar. Surge então uma série de questões a serem discutidas. O simples fato de uma pessoa morrer, ou uma máquina estragar, que era considerada importante para a organização, pode ser retratado como entropia, pois afeta o desempenho da mesma. As ações do meio externo podem afetar alguns setores de uma empresa, e como um sistema (empresa) depende de todas as partes para funcionar, qualquer erro em um setor irá afetar outros setores, até chegar em um ponto crítico para falir a empresa ou a “morte” do sistema.
A homeostasia está restritamente ligada com a entropia. A homeostasia é a forma de autocontrole sobre o sistema, devido os acontecimentos decorrentes do meio externo. Assim como o controle de temperatura que os organismos exercem sobre todo o corpo. A análise para corrigir problemas no sistema é considerada uma forma de homeostasia, analisar os fatos com calma e sem se precipitar diante momentos ruins para organização evitam a entropia. A conclusão então é certa de que a homeostase (autocontrole) evita a entropia (morte do sistema).
A retroação é o feedback feito diante todo o sistema, para analisar se tudo esta ocorrendo como o planejado. As correções feitas no sistema se dão dessa análise crítica do meio externo, com as entradas (inputs) e com as saídas (outputs) de informações da organização. Surge então a retroação negativa e retroação positiva.
A retroação positiva, se dá diante de boas saídas da organização, e com conseqüência uma boa entrada também. Por exemplo: uma empresa está vendendo muito bem os seus produtos, e o público em geral está gostando dos mesmos, e com isso muitas outras pessoas estão querendo comprar esses mesmos produtos. Algo bom que a empresa transferiu para o meio externo, trouxe outra ação boa.
A Retroação negativa é totalmente ao contrário da positiva, pois as saídas da organização não estão retornando, ou estão voltando de forma negativa. Por exemplo: a empresa vende os seus produtos, mas está havendo muitas devoluções, e reclamações de clientes. Ou seja, o que a empresa está fornecendo está de certo modo trazendo resultados negativos.
Os diferentes conceitos estão restritamente ligados, cada um interage entre si se tratando de sistemas. Diante de uma retroação negativa, a homeostase fornece o autocontrole e equilíbrio do sistema, para futuramente não entrar em processo de entropia.

6 O CONCEITO DE SISTEMA NA CIÊNCIA DO HOMEM.

6.1 REVOLUÇÃO ORGANÍSMICA.

O céu estrelado por cima, e a lei moral são duas das declarações de imensa admiração na passagem de Kant.
Pelos anos de 1800 surgiram vários grandes poetas e escritores e filósofos alemães, de onde a filosofia de Kant foi a síntese mais elevada sobre a ciência física. Kant não mensurava a vida em seus aspectos organizacionais. Mas por motivo da lei moral, o desenvolvimento da ciência e da biologia estava apenas começando.
Com a Revolução tanto Industrial, Atômica, e de Automação, houve um surpreendente desenvolvimento tanto tecnológico, quanto da própria sociedade. Com isso a física deixou de se ser um cristal de estrutura clara e de fácil entendimento como presumia Kant. O que não influenciou na imagem da física, que continuou e continua sendo à base da idéia de sociedade e imagem do homem.
A ciência foi evoluindo, surgindo então as ciências da vida, do comportamento e da sociedade, causando, portanto uma revolução nos progressos da ciências biológicas a chamada Revolução Organísmica.
No final do século XIX e início do século XX, era concebido o mundo como um caos. Era assim tratado como caos pelo fato de que o mundo era produto do acaso e de mutações. E por fim, buscamos agora um mundo como organização.


6.2 A IMAGEM DO HOMEM NO MUNDO CONTEMPORÂNEO.

A psicologia contemporânea de fato era insatisfatória, pois as mesmas eram contraditórias, onde se falava em não haver diferença do comportamento humano para o comportamento de um rato ou, então do existencialismo onde a ação humana esta alem da compreensão cientifica. Todas as teorias citadas trazem por base a imagem do homem.
Claro que também o modo mecanicista é inadequado, embora sejam dominantes na pesquisa psicológica.
O esquema de estimulo resposta vem para demonstrar, que o comportamento tanto do ser humano, quanto o de um animal, são respostas a um estimulo externo. Muitas vezes estas respostas podem ser condicionadas, sejam elas por pelo serem repetitivas ou pelo fato de respostas bem sucedidas.
Um bom exemplo a ser utilizado são os meios de comunicação, um exemplo o meio de mídia, este condiciona a pessoa a comprar determinado objeto, bem, ou até mesmo a começarem a assistir determinado programa de televisão, tornando – se assim, repetitivo e dependente do mesmo.
As descobertas feitas com animais, podem assim abranger a totalidade do comportamento humano. Do mesmo modo que os ratos de laboratório são “adestrados”, que para ganhar comida devem apertar na alavanca, as crianças também, por meio de resmungos ou até mesmo de seu choro conseguem alimento.
O princípio do ambientalismo, pela sua vez fala que o ambiente , e as influências externas, e o esquema de condicionamento do estimulo resposta podem modificar o ser humano, tornando – os pessoas melhores ou piores dependendo de sua realidade, de seu meio e de suas influencias externas. Pois ambos nascemos com direitos e capacidades iguais, o que nos torna diferente é o modo como vemos as coisas, e este por sua vez depende fundamentalmente do modo de vida que levamos a das pessoas com as quais convivemos, e somos influenciados.
Para o principio do equilíbrio, o ser humano faz uso do seu aparelho mental para manter a estabilidade, procura reduzir tensões de qualquer natureza. Mantendo – se equilibrado psicologicamente e mentalmente.
O principio da economia faz uso da economia mental e também vital. Neste pensasse em economizar energia, como por exemplo, exigir o mínimo possível de um aluno, pois fazendo com que ele se esforce estaremos mudando sua personalidade, alem de faze- lo infeliz.
De fato todas estas teorias são falsas, pois acabam se destruindo quando colocadas em pratica. O homem robô é um mito, sabe-se que isto é improvável, que alem de seus serviços o homem tem suas vontades, anseios, desejos e não tão somente o que lhe é ordenado.
A teoria do estimulo resposta, de fato não é 100% eficaz, pois não há como saber a real reação da pessoa em relação ao estimulo dado, esta deixa de fora o comportamento explorador do indivíduo e as formas de criatividade.
Segundo Bertalanffy (2008) “Biologicamente a vida não é manutenção ou restauração do equilíbrio, mas essencialmente manutenção de desequilíbrios, conforme revela a doutrina do organismo como sistema aberto.”
Não conseguimos chegar ao equilíbrio, este somente é alcançado na morte. O esquema de equilíbrio psicológico e social não funcionam, como explicar os doentes mentais e os delinqüentes juvenis? Como também o fato de que pinturas e esculturas não iram influenciar em uma melhor sobrevivência de indivíduos ou nações. O principio do stress também exige reavaliação, pois o mesmo é ambivalente. Alem de ser um perigo para a vida e ter que ser controlado, é considerado também criador de uma vida superior, pois é passando pelo stress que iremos evoluir, e assim aprenderemos a resolver as situações que nos são impostas.

6.3 ORIENTAÇÃO SEGUNDO A TEORIA DOS SISTEMAS.

A psicologia procura uma versão reduzida dos fatos mentais e comportamentais, já por outro lado o conceito de sistemas procura colocar em foco os interesses científicos e o organismo psicofisiológico como um todo. Surge assim a necessidade de um novo modelo de homem.
Por oposição passamos agora a considerar o organismo psicofísico como um sistema primordialmente ativo. Este conceito não deve ser aplicado tão somente aos aspectos do comportamento, mas também aos aspectos do conhecimento, pelo fato de o homem não poder ser considerado um mero recebedor passivo de estímulos, pois o mesmo tem o seu universo, criado através de experiências anteriores e de seus conhecimentos.
A nova imagem do homem agora não mais robótica, e sim sistemática, traz o reconhecimento a especificidade da cultura humana, pois os indivíduos são diferentes uns dos outros, em alguns aspectos até podem ser iguais (algumas características), mas especificamente falando é impossível serem iguais.

6.4 OS SISTEMAS NAS CIENCIAS SOCIAIS.

Primeiramente devemos entender como ciência, a descrição, ordenação dos fatos e a elaboração de generalidades. Dadas as definições, ciência social é a ciência dos sistemas, ou melhor a ciência geral dos sistemas.
Para um melhor entendimentos e estudo dos sistemas devemos levar em consideração dói aspectos essenciais, primeiro das concepções atomistas (esta despreza os estudos das relações), e por segundo a concepção que despreza a especificidade dos sistemas em questão.
Os estudos dos sistemas, dos organismos é consideravelmente enorme, tratando desde sua criação até sua evolução, desde as lutas sobre sobrevivência, como por exemplo na corrida armamentista (…), enfim todo este estudo tem sua semelhança ao estudo da espécie humana .
A sociologia é uma das áreas que estuda o sistema humano, tratando de sistemas familiares até mesmo sistemas de nações. Atualmente ainda se procura uma definição para “sistema”, grande parte da sociologia consiste em definir sistema.
Em uma empresa analise de sistema envolve homens e máquinas, envolve todos que fazem parte de alguma forma da organização.
Um dos grandes diferenciais do homem para o animal é que, o homem se encontra em um universo de símbolos, e já os animais em um universo físico. Dentro do universo simbológico encaixasse – se as expressões, a comunicação, o estilo de cada pessoa, enfim tudo o que se entende por simbólico.

6.5 O FUTURO NA PERSPECTIVA DA TEORIA DOS SISTEMAS.

O crescimento tecnológico foi um grande fator evidenciado em relação aos acontecimentos passados, deixando em segundo lugar a natureza global (fator importante a nossa civilização).
Estas revoluções, o desenvolvimento de novas tecnologias, não eram mais consideradas coisas somente dos romanos. Estavam abertas a todas as pessoa, por este isto da grandes diferenças na história, onde foi se substituindo métodos passados por novos.

7 A TEORIA GERAL DOS SISTEMAS EM PSICOLOGIA E PSIQUIATRIA.

7.1 AS INCERTEZAS DA PSICOLOGIA MODERNA.

Até o século XX a psicologia era dominada pelo estilo do homem robô, sendo assim adotadas por inúmeras escolas de psicologia da América do Norte. A visão do homem robô durou dominantemente por motivos mais que óbvios. Devido ao grande crescimento da industrialização e a necessidade de funcionários eficazes, e especializados em cada área especifica. Em decorrência deste fato acabaram tornando os seres humanos cada vez mais robotizados, conformistas e oportunistas.
A experiência de behaviorista teve um resultado contrario ao esperado. Durante a Segunda Guerra Mundial houve uma fase de muito stress fisiológico e psicológico, e em contra partida a sociedade criava uma série de indivíduos mentalmente doentes, que tinham uma outra forma de disfunção mental, baseada na busca pelo sentido da vida, e não mais pelos impulsos e necessidades.
A psicologia por este motivo passava por uma fase de mal estar em relação aos conceitos básicos. Precisava de uma tendência para a uma nova orientação. Dentre estes tantos acontecimentos podemos agora considerar o homem como um sistema de personalidade ativa.


7.2 O ORGANISMO ATIVO.

O organismo é um sistema formado por partes que interagem entre si formando um todo. Este por sua vez não pode ser considerado um sistemas passivo, pois mesmo sem receber estimulo esta em constante atividade. O ser humano sem estar sendo estimulado, esta em constante atividade, seja pensando no que ira fazer como também os atos involuntários, sem ter nenhuma pretensão ou sentido concreto.
O comportamento natural possui diversas atividades que vão além do estímulo de resposta.

7.3 HOMEOSTASIA.

O principio de Homeostasia é o equilíbrio proposto e mantido através da auto – regulação, quanto as frustrações e interferências do meio externo, sendo do ser humano como também em uma organizações. Um exemplo a ser utilizado para melhor entendimento seria, de uma empresa que já esta há alguns anos no mercado, vendendo bem seus produtos, com custos baixos, e nisto nasce uma concorrente, que por sua vez tem seus produtos vendidos por um preço menor. O administrador desta primeira empresa a ser citada deve manter a homeostasia, mantendo o controle da situação, e então buscar uma melhor solução para não perder seus clientes e fornecedores. A homeostasia é um dos fatores de enorme importância quando o assunto é administração, pois um bom administrador deve saber manter o equilíbrio da instituição onde trabalha, não se descontrolando, botando em risco a empresa, com dividas e financiamentos desnecessários.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao término deste trabalho, afirmamos a frase dita por Aristóteles de que o todo é mais importante que a soma das partes, percebemos isso, ao estudarmos toda a organização, ela é dividida em setores, mas uma não funciona sem a outra, são interligadas, e por isso é que o todo se torna mais importante, já que não basta que uma das partes funcione e atenda todos os requisitos, se as demais não acompanharem.
Antes mesmo da teoria de Bertalanffy, a Escola Estruturalista já vinha percebendo a importância dos sistemas, mas foi Ludwig Von Bertalanffy, que deu maior enfoque e criou a teoria, onde diz que tanto os aspectos gerais como os específicos de várias ciências são iguais e podem ser usados de forma sinérgica pelas outras.
Podemos através do estudo de sua Teoria fazer uma análise de retrospectiva com as abordagens anteriores a dele, como a de Taylor que se preocupava somente com o interno da organização, era focado na produção, e via o homem como um ser econômico. Fayol via a administração como a integralização de várias tarefas, pensava mais como gestor, vendo a organização de cima para baixo. Mayo defendia a organização como um sistema social, que é composto por pessoas que querem se relacionar. Weber tinha ênfase na estrutura, buscando garantir a eficiência, dizia que era necessário a ordem para chegar a um resultado.
Podemos afirmar que estas abordagens tem suas afinidades com a Teoria Geral dos Sistemas, no entanto, esta se preocupa com o todo, Ludwig, biólogo e filósofo, que aplicou seu estudo na administração e teve grande importância. Ao mostrar que o corpo humano é feito de partes e que essas necessitam uma das outras para que o todo funcione, foi que conseguiu aliar essa ideia na administração, vendo que as partes de uma organização são interdependentes e buscam o mesmo objetivo, formando assim um sistema que faz parte de um ecossistema e este de outro e assim sucessivamente.
É preciso entender um sistema, suas conexões para que haja a interrelação entre eles e se ajustem. E esse estudo deve ser realizado sempre observando o todo. O principal é entender seus fenômenos e sua essência, analisar tantos os fatos internos como externos da organização, como propõem a TGS. Algo muito importante para o funcionamento é a previsibilidade, através do estudo, consegue-se compreender melhor, conhecer e aprimorar os objetivos, e tendo uma previsibilidade conseguirá realizar o que se quer. É preciso estar preparado para quando ocorrer imprevistos e que isso não prejudique o todo. O melhor entendimento do todo se dá compreendendo suas partes, se os sistemas forem divididos em subsistemas menores, podem ser mais facilmente analisados e após isso serem recombinados no todo. Contudo vemos que os sistemas devem perseguir seus objetivos, sempre sendo realimentado e tendo a capacidade de adaptar-se as mudanças.
Os elementos de um sistema como a entrada, o processo e a saída, podem provocar mudanças na estrutura e no desempenho, afetando todo o sistema, como situação da economia do país, sua tecnologia, é preciso ter disponibilidade… e principalmente a concorrência com outras organizações. E ai vemos a importância de não apenas se preocupar com o ambiente interno, com a produção, com a administração ou com os relacionamentos, é preciso conhecer o meio externo ao qual também se está ligado.
O feedback é muito importante na questão de relação com o meio externo, já que quando o produto oferecido for bem aceito, aumentará as vendas, caso contrário, verá que seu produto não foi aprovado. Isso é o feedback ou Retroação que confirma se o objetivo foi cumprido ou não, podendo então melhorar, fazer mudanças, enfim, algo de acordo com a resposta que foi recebida. O feedback é feito dentro sistema e analisando as condições de fora. Não adianta só ver o que acontece fora, porque às vezes os ajustes feitos nos setores não estão funcionando corretamente como planejado. Essa retroação vem tanto de dentro da empresa como de fora, como por exemplo, os produtos ou serviços que lançamos no mercado são fabricados dentro da empresa e já temos muitas coisas a analisar, como por exemplo, ver se o público esta gostando ou não, e se houver devoluções frequentes, temos que concertar algo dentro da organização, na produção… e ai que percebemos que não podemos focar só na parte interna de uma organização, mas sim no todo.
Outro ponto levantado é a Entropia que é perda de integração do sistema até a sua morte. Sabemos que todo sistema morre, nada é para sempre, um funcionário pode falecer, uma máquina pode estragar e não ter mais valor, concorrência mais forte… o sistema pode ir perdendo energia e informação e dessa forma se degenerando até sua morte. E por isso é necessário compreender os fatos, é preciso se restabelecer, ter controle organização para que possa superar os problemas e não deixa-la “morrer”.
Diante de todos os fatos, foi definido como homeostasia, o fato da empresa necessitar de auto controle, organização e estabilidade do sistema, para que esse funcione.
Por fim vemos nesta teoria a figura de homem funcional que se comporta devidamente com seu papel dentro da organização de interrelacionar-se com os demais indivíduos, sendo que esta em um sistema aberto. A perspectiva sistêmica nos trouxe uma nova maneira de ver as coisas, na sua abrangência e no seu enfoque do todo em relação as partes, da parte interna e externa da organização, sendo uma visão global que privilegia a totalidade e suas partes componentes.

REFERÊNCIAS

ALVARES, Lillian. Teoria Geral dos Sistemas. Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2010, 16:05.

ARAUJO, Osnaldo. Teoria Gera de Sistemas. Disponível em: . Acesso em 14 jun. 2010, 23:50.

BERTALANFFY, Ludwig Von, tradução de Francisco M. Guimarães, Teoria Geral dos Sistemas. Fundamentos, desenvolvimento e aplicações. Petrópolis: Vozes, 2008.

BRAUCKMANN, Sabine. Ludwig von Bertalanffy (1901–1972). Disponível em: . Acesso em 18 mai. 2010, 14:35.

CONSULTORIA, Algi. Teoria Geral dos Sistemas. Disponível em: http://www.algiconsultoria.com.br/artigos/teoria_sistemas.htm. Acesso: 26 mai. 2010, 23:30.

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NEGRI, Lucas Hermann. Teoria Geral dos Sistemas. Disponível em: http://www.infoescola.com/filosofia/sintese-teoria-geral-dos-sistemas/. Acesso em: 18 jun. 2010, 23:45.

REDATOR, Novato. Abordagem Sistêmica da Administração. Disponível em: http://www.spiner.com.br/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&t=415. Acesso em: 19 mai. 2010, 21:40.

SELNER, Claudiomir. Análise de requisitos para sistemas de informações utilizando as
ferramentas da qualidade e processos de software. Florianópolis, 1999. 156 p. Dissertação (Mestrado em engenharia) – Universidade Federal de Santa Catarina

SILVEIRA, Melissa Filipini. Trabalho de TA-530 – Engenharia e meio ambiente. Disponível em: http://www.unicamp.br/fea/ortega/temas530/melissa. Acesso em: 06 jun. 2010, 14:15.

STOCKER, Sandra. Teoria Geral dos Sistemas. Disponível em: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:kDC52t0j-30J:www.unioeste.br/cursos/cascavel/administracao/professores/sandrastocker/TeoriaGeralSistemas.ppt+teoria+geral+sistemas+ludwig+von+bertalanffy&cd=8&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br. Acesso em 16 jun. 2010, 00:25.

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Sobre julianafachi

Assessora de Planejamento; Gestora de Convênios; Presidente da Comissão de Licitação! Acadêmica e apaixonada por Administração

Publicado em abril 12, 2011, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Procurei por toda a internet algo que não me deixasse ainda mais dúvidas sobre esse tema, que ao meu ver é muito complexo. Aqui encontrei tudo que precisava para o meu trabalho sobre TGS, super esclarecedor. Parabéns e obrigada!!

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